19/09/2017

Estudo do IEDI indica leve recuperação da atividade econômica

Author/Source:
Assintecal


De acordo com a carta publicada pelo IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, no início do segundo semestre, observou- se uma leve recuperação da atividade econômica, principalmente do setor industrial, mas também no comércio varejista. Por outro lado, as atividades de serviços que enfrentam maiores dificuldades para retomar o crescimento.

No caso da indústria, o resultado apurado foi de um crescimento de +0,8% em julho em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal de +2,5% frente a julho de 2016, o que, em ambas as comparações, estão dentre as maiores variações positivas do ano. Este desempenho influenciou o impulso do índice IBC-Br do Banco Central, indicador que antecipa as tendências do crescimento do PIB, de 0,41% no mês de julho.

O principal fator negativo do resultado da indústria é a não existência de sinais que indiquem uma aceleração do crescimento recente, fazendo com que o desempenho no acumulado dos sete meses de 2017 seja ainda muito fraco – apenas +0,8%.

Estes fatores estão muito relacionados com a melhora relativa das condições de crédito às famílias, a expressiva desaceleração da inflação e a redução dos juros, de modo a favorecer não apenas a indústria, mas também o comércio varejista. Desta forma, em relação ao crescimento nulo das vendas reais do varejo no período de junho para julho de 2017, observa-se uma mudança de rumo também neste segmento.

Dentre os macrossetores, os melhores resultados vêm sendo alcançados por bens de consumo duráveis e bens de capital. Em relação à análise regional, cabe destacar o estado de São Paulo, o maior e mais moderno parque industrial do país, que vem apresentando uma trajetória mais consistente de crescimento (+4% em julho), após um período de oscilação entre no primeiro quadrimestre de 2017.

O polo do Nordeste também merece ser destacado, isto porque apresentou um crescimento de +3,6% em julho deste ano frente a julho de 2016. Ainda nesta tendência de crescimento, observa-se o estado de Santa Catarina, que também vem entrando em um período de oscilação acentuada.

Quanto às demais localidades pesquisadas pelo IBGE o quadro é de atenção, visto que grande parte delas apresentam sinais de desaceleração no período acumulado, como o caso de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

No caso do varejo, os segmentos com melhores desempenhos em 2017 foram tecidos, vestuário e calçados (+15,5% ante jul/16), móveis e eletrodomésticos (+12,7%), equipamentos de escritório, informática e comunicação (+11,6%) e material de construção (+11,0%).

Os diferentes comportamentos da indústria, comércio e serviços e a necessidade de retomada de fatores positivos sugerem certa atenção diante dos primeiros sintomas de recuperação da economia e dos riscos de possíveis recaídas nesta etapa inicial.